10 CARGOS DE DIFÍCIL PREENCHIMENTO
Analista ou coordenador contábil com inglês fluente
"Faz uns três anos que estamos com dificuldade nessa área por conta da escassez de profissionais. Quando o Brasil era uma economia de inflação, o setor de contabilidade não era estratégico, e sim operacional. Com o crescimento do país, todas as funções dentro de uma empresa ficaram mais complexas. Mas como a área era operacional, o público perdeu interesse", diz Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. Ela diz que, como a função tornou-se estratégica, há a necessidade de inglês fluente.
Consultor SAP com inglês fluente e experiência
Profissional da área de Tecnologia da Informação (TI) que saiba trabalhar e fazer personalizações no programa SAP, usado por empresas para a gestão de negócios. "Precisamos de profissionais com inglês fluente porque o sistema é integrado fora do Brasil e, às vezes, é preciso dar suporte para o exterior", afirma Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH.
Profissionais da área de Tecnologia da Informação (TI)
O diretor da Trabalhando.com.br, Renato Grinberg, disse que, além de difíceis de encontrar, os profissionais da área também pedem salários muito altos para sair das empresas onde já estão, pois recebem contraproposta para ficar. De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, a área de TI já vem sinalizando falta de profissionais qualificados desde o início desta década.
Profissionais da área de vendas e teleatendimento
Levantamento feito com 187 empresas pela Curriculum.com.br para o G1 mostrou que, além das áreas de TI e engenharia, o setor de vendas também apresenta dificuldades para achar profissionais em 2010. De acordo com Marcelo Abrileri, presidente da Curriculum, não está fácil encontrar um bom vendedor. Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, disse que a área comercial está com forte demanda por conta do crescimento da economia, que exige profissionais do setor. Segundo a Catho Online, vendas e teleatendimento têm, ainda, alta rotatividade.
Coordenador de medicina e segurança do trabalho para o varejo
"A área costuma ser bem forte em indústrias, mas quando o varejo exige a mesma função, é difícil encontrar profissionais que se encaixem no ritmo", Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH. De acordo com ela, o volume de pessoas e o estilo do varejo não são os mesmos que os da indústria e não é fácil achar profissionais adequados.
Engenheiros
O mercado precisa de engenheiros em geral, mas especialistas ouvidos pelo G1 ressaltam escassez maior nas áreas de infraestrutura, projetos e civil. "O Brasil está crescendo e precisamos de profissionais especialistas em obras de grande porte, como rodovias, hidrelétricas e saneamento. Não tem gente preparada para fazer isso", diz Fátima Brandão, gerente do Foco RH.
Médicos
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, tem sido difícil encontrar médicos para vagas em diversas especialidades, segundo percepção do site. Cabral diz que faltam profissionais com qualificações e formações específicas.
Secretárias
De acordo com Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br, as mulheres têm perdido o interesse pelo cargo de secretária. "Não tem candidatas jovens", afirma. Segundo ele, algumas empresas até preenchem a vaga de secretária com outros profissionais. O especialista explica, porém, que, quando a empresa começa a crescer, sente a necessidade de um profissional formado na área de secretariado.
Profissionais da área de mineração
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, foi notada dificuldade no site para encontrar profissionais da área em geral, desde operacional e técnica a engenheiros e executivos. Segundo Cabral, a mineração pede profissionais com formação e qualificações muito específicas. Ele também ressalta que o setor trabalha muito com a indicação de funcionários.
Profissionais da área petroquímica e de energia
De acordo com Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online, a área petroquímica pede formação bastante específica e nem sempre há profissionais disponíveis e qualificados no mercado. No ramo de energia, o problema se repete. "Com os avanços tecnológicos e o aumento da demanda, é cada vez mais escasso o número de profissionais qualificados e prontos para atuar nesse setor."
Fonte: Curriculum.com.br, Fabiana Nakazone, gerente da divisão especialistas do Grupo DMRH, Fátima Brandão, gerente do Foco RH, Leandro Cabral, diretor comercial da Catho Online e Renato Grinberg, diretor da Trabalhando.com.br.
terça-feira
segunda-feira
quinta-feira
Trailer do Filme "As melhores coisas do mundo"
Laís Bodanzky é diretora do filme As Melhores Coisas do Mundo, que está em cartaz nos cinemas. Laís comandou um time de atores adolescentes estreantes para contar a história de Mano (Francisco Miguez), de 15 anos, que enfrenta as mudanças da adolescência, capazes de mudar os rumos de sua vida.
sábado
Dentro de 19 profissões
São elas, As mulheres que ganham mais que os Homens
Revista Universo
Desde que ocuparam as vagas de emprego deixadas por seus maridos que foram combater na Segunda Guerra Mundial, no século passado, as mulheres galgaram um longo e árduo caminho até demarcarem seu espaço no mercado de trabalho. Hoje, embora ainda continuem recebendo menos do que os homens para desempenhar funções semelhantes, já há profissões que as remuneram melhor do que seus pares do sexo masculino.
Segundo informações da 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios, realizada pela agência de recursos humanos Catho Online, atualmente existem 19 carreiras em que elas levam vantagem sobre eles.
No topo da lista, onde ocorre a maior diferença percentual de salário, está o cargo de professor com doutorado, no qual as mulheres ganham, em média, 25% a mais que os homens. Em seguida, vêm estilismo/modelismo (22%) e gerente de hotel (22%).
“Nem sempre vale a regra de que os homens ganham mais do que as mulheres. Elas se destacam em profissões onde estão mais presentes, como nas áreas de moda, letras, psicologia, enfermagem, recursos humanos, nutrição, entre outras”, comenta Marco Soraggi, diretor da Pesquisa Salarial da Catho Online.
Segundo a pesquisa, geralmente as profissões em que a mulher se destaca estão ligadas a habilidades como organização e instrução, a maioria delas voltada para a área de humanas. Há ainda alguns cargos de carreiras biomédicas, onde os salários entre os sexos são equivalentes.
O levantamento revela ainda algumas surpresas, como as arquitetas, que ganham 3% mais, e jornalistas, com remuneração 9% superior. Mas de maneira geral, as carreiras que as colocam a frente dos homens quanto aos rendimentos são aquelas em historicamente as mulheres foram mais valorizadas, como enfermagem e secretária.
Completamente realizada na profissão, como ela mesma faz questão de frisar, a pedagoga Maria do Carmo Monteiro Kobayashi, 52 anos, é professora especializada em formação de educadores na perspectiva lúdica e pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru. Embora prefira não revelar o quanto recebe pelo seu trabalho, ela conta que um professor doutor assistente de universidade pública costuma ganhar, inicialmente, salário na faixa de R$ 7 mil.
“Mas conforme o profissional consegue progressão na grade, títulos e méritos, esse valor aumenta. Posso dizer que sou uma pessoa extremamente feliz profissionalmente”, revela. Os cifrões, no entanto, parecem ser apenas o pano de fundo para a plenitude de vida da professora.
Vocação
Para ela, que descobriu sua verdadeira vocação apenas aos 26 anos, o mais importante é fazer o que realmente lhe dá prazer. “Trabalhava como engenheira elétrica e só conheci a pedagogia quando tive meu primeiro filho. Acho que, quando você toma consciência de que seu trabalho pode transformar a vida das pessoas, realizar sua função fica muito mais prazeroso. Então não me sinto cansada, nunca acordo com preguiça de trabalhar. O reconhecimento profissional deve ser consequência desta disposição”, comenta ela, que já viajou para países como Grécia e Suíça para participar de cursos e congressos, por conta da profissão.
A gerente de hotel Heloísa Moura Pelegrina Crivelli, 53 anos, também descobriu já na fase adulta o talento que lhe traria destaque no mercado de trabalho. Formada em direito e administração de empresas, começou a trabalhar no ramo da hotelaria há apenas 11 anos.
Na época, no entanto, a função era ocupada majoritariamente por homens, e Heloísa teve de enfrentar a desconfiança e o preconceito da ala masculina quando foi alçada ao cargo de gerente.
Atualmente bem estabelecida financeiramente, a gerente acredita que o segredo do sucesso da mulher nesta profissão envolve a combinação entre cuidado materno, capacidade de solução de múltiplas demandas e visão abrangente sobre problemas específicos. “A mulher cuida do hotel com o mesmo zelo com que cuida de sua casa. É uma profissão que demanda dedicação integral, então é preciso gostar e ter muito carinho pelo que faz”, observa.
Ainda que as mulheres já consigam, em alguns cargos, equiparar seus salários aos dos homens, o ganho a mais delas ainda é relativo. Isso porque a pesquisa da Catho contempla mais de 1.800 cargos e mostra que os homens ganham, na média geral, cerca de 70% a mais.
Conforme aponta a agência, no entanto, o cenário vem mudando lentamente. No último ano, por exemplo, a diferença de salário entre os sexos em cargos técnicos caiu dois pontos percentuais e os homens passaram a ganhar 29% a mais do que as mulheres. Em cargos de liderança, garante a Catho, a diferença também diminuiu.
Orientação Profissional
Este vídeo foi apresentado no Workshop de Orientação Profissional em 15 de abril de 2010, nas instalações da Dom Graphein. As orientadoras do projeto Elisabete Fernandes e Sandra Schuler aproveitam para agradecer a acolhida e participação de todos.
terça-feira
Workshop de Orientação Profissional
Workshop de Orientação Profissional
>>EVENTO GRATUITO<<
:: Objetivo: Esclarecer e divulgar o processo de orientação profissional para jovens/adultos que se encontram no momento de decisão quanto à escolha de carreira.
:: Público Alvo: Pais, jovens e/ou demais profissionais que necessitem de Orientação Profissional.
:: Metodologia: Interativa, envolvendo os participantes na discussão e entendimento de cada tópico do conteúdo, suportada em exemplos práticos.
:: Programação: 15 de Abril (5ª feira)
Horário:19 às 20h
ENTRADA: 1Kg de alimento não perecível.
:: INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES (Somente por telefone)
Tels: (21) 2507-5317 :: 3903.6875
Rua Buenos Aires, 93 / Grupo 112 - Centro/RJ
Site: www.domgraphein. com
:: Facilitadoras:
ELISABETE DE ANDRADE FERNANDES - Pós-graduação em Docência do Ensino Superior e Orientação Profissional e Carreiras; Extensão em Orientadora Profissional - UCAM, Administração/CEUCEL, Professora Especializada em PNE/Governo do Paraná; Professora da pós-graduação em Orientação Profissional e Carreiras - IAVM/ Grupo Orientando de Pesquisa Clínica, Orientadora de Carreiras; Consultora de RH com mais de 16 anos de experiência em Recrutamento/Seleção, Treinamento e Desenvolvimento.
SANDRA STUMPF SCHULER - Pós-graduação em Psicologia Existencial-Humanista CPHN e Terapia Familiar UCAM; Psicologia/FAMATH e Serviço Social/UFF, com 12 anos de experiência em RH, Atua como Psicóloga clínica e consultora nas áreas de Recrutamento e Seleção, Diagnóstico Comportamental, Orientadora Profissional com grupos de adolescentes e Desenvolvimento de Pessoas.
>>EVENTO GRATUITO<<
:: Objetivo: Esclarecer e divulgar o processo de orientação profissional para jovens/adultos que se encontram no momento de decisão quanto à escolha de carreira.
:: Público Alvo: Pais, jovens e/ou demais profissionais que necessitem de Orientação Profissional.
:: Metodologia: Interativa, envolvendo os participantes na discussão e entendimento de cada tópico do conteúdo, suportada em exemplos práticos.
:: Programação: 15 de Abril (5ª feira)
Horário:19 às 20h
ENTRADA: 1Kg de alimento não perecível.
:: INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES (Somente por telefone)
Tels: (21) 2507-5317 :: 3903.6875
Rua Buenos Aires, 93 / Grupo 112 - Centro/RJ
Site: www.domgraphein. com
:: Facilitadoras:
ELISABETE DE ANDRADE FERNANDES - Pós-graduação em Docência do Ensino Superior e Orientação Profissional e Carreiras; Extensão em Orientadora Profissional - UCAM, Administração/CEUCEL, Professora Especializada em PNE/Governo do Paraná; Professora da pós-graduação em Orientação Profissional e Carreiras - IAVM/ Grupo Orientando de Pesquisa Clínica, Orientadora de Carreiras; Consultora de RH com mais de 16 anos de experiência em Recrutamento/Seleção, Treinamento e Desenvolvimento.
SANDRA STUMPF SCHULER - Pós-graduação em Psicologia Existencial-Humanista CPHN e Terapia Familiar UCAM; Psicologia/FAMATH e Serviço Social/UFF, com 12 anos de experiência em RH, Atua como Psicóloga clínica e consultora nas áreas de Recrutamento e Seleção, Diagnóstico Comportamental, Orientadora Profissional com grupos de adolescentes e Desenvolvimento de Pessoas.
Orientação Profissional / Vocacional
Novas turmas - início 12/04/2010
Inscrições/contato - orientandocarreiras@yahoo.com.br
quinta-feira
Quer mudar de profissão? Saiba o que fazer
“Transição de carreira exige autoconhecimento e planejamento.
G1 preparou dicas de como fazer a mudança.
Gabriela Gasparin
Do G1, em São Paulo
Mudar de profissão é uma tarefa que exige tempo, investimento e coragem para recomeçar do zero. Com pesquisa, planejamento e determinação é possível alcançar o cargo de interesse, afirmam profissionais da área de recursos humanos. O G1 preparou um passo a passo com os procedimentos a serem tomados na transição de carreira.”
http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1366462-9654,00-QUER+MUDAR+DE+PROFISSAO+SAIBA+O+QUE+FAZER.html
É necessário Autoconhecimento, Pesquisa e Planejamento para a Transição de uma Carreira para outra. Estas etapas ficam mais fáceis se acompanhadas por um Orientador Profissional e de Carreiras.
“Transição de carreira exige autoconhecimento e planejamento.
G1 preparou dicas de como fazer a mudança.
Gabriela Gasparin
Do G1, em São Paulo
Mudar de profissão é uma tarefa que exige tempo, investimento e coragem para recomeçar do zero. Com pesquisa, planejamento e determinação é possível alcançar o cargo de interesse, afirmam profissionais da área de recursos humanos. O G1 preparou um passo a passo com os procedimentos a serem tomados na transição de carreira.”
http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1366462-9654,00-QUER+MUDAR+DE+PROFISSAO+SAIBA+O+QUE+FAZER.html
É necessário Autoconhecimento, Pesquisa e Planejamento para a Transição de uma Carreira para outra. Estas etapas ficam mais fáceis se acompanhadas por um Orientador Profissional e de Carreiras.
quarta-feira
PROIBIDO EXIGIR MAIS DE MEIO ANO DE EXPERIÊNCIA
Nova lei busca aumentar oportunidades de emprego para jovens.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe aos empregadores, na hora de contratar um novo funcionário, exigirem do candidato experiência superior a seis meses em função semelhante.
A proibição foi incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca tornar o mercado de trabalho mais acessível aos jovens, ampliando as oportunidades profissionais.
A medida, que já está em vigor, divide especialistas. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, embora esse tipo de iniciativa não gere emprego, servirá para tornar o mercado de trabalho mais competitivo.
- Você aumenta as possibilidades de os jovens disputarem as vagas. Segundo Pochmann, de cada 10 trabalhadores à procura de uma vaga, apenas dois têm algum tipo de experiência. E um em cada dois desempregados tem menos de 25 anos.Na avaliação do consultor do Orçamento na área de Trabalho e Previdência da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, a nova lei não terá efeitos práticos. Para ele, as empresas não vão se guiar por exigências legais e continuarão escolhendo o profissional mais experiente.- É um dispositivo inócuo. A empresa não vai exigir, mas na hora de selecionar vai optar por quem tem mais experiência, principalmente quando se tratar de uma área com oferta de mão-de-obra - explica Rolim, que defende políticas públicas de apoio à aprendizagem e ao estágio para aproximar mais as pessoas sem experiência dos empregadores.
(Fonte: Jornal Zero Hora - Porto Alegre)
Nova lei busca aumentar oportunidades de emprego para jovens.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe aos empregadores, na hora de contratar um novo funcionário, exigirem do candidato experiência superior a seis meses em função semelhante.
A proibição foi incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca tornar o mercado de trabalho mais acessível aos jovens, ampliando as oportunidades profissionais.
A medida, que já está em vigor, divide especialistas. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, embora esse tipo de iniciativa não gere emprego, servirá para tornar o mercado de trabalho mais competitivo.
- Você aumenta as possibilidades de os jovens disputarem as vagas. Segundo Pochmann, de cada 10 trabalhadores à procura de uma vaga, apenas dois têm algum tipo de experiência. E um em cada dois desempregados tem menos de 25 anos.Na avaliação do consultor do Orçamento na área de Trabalho e Previdência da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, a nova lei não terá efeitos práticos. Para ele, as empresas não vão se guiar por exigências legais e continuarão escolhendo o profissional mais experiente.- É um dispositivo inócuo. A empresa não vai exigir, mas na hora de selecionar vai optar por quem tem mais experiência, principalmente quando se tratar de uma área com oferta de mão-de-obra - explica Rolim, que defende políticas públicas de apoio à aprendizagem e ao estágio para aproximar mais as pessoas sem experiência dos empregadores.
(Fonte: Jornal Zero Hora - Porto Alegre)
ENTREVISTA
"Lixólogo" é profissão do futuro, diz professor
UFMG mapeia 82 carreiras que serão necessárias daqui a 2 décadas
MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O trânsito caótico das grandes metrópoles tem solução? E será que é possível antever catástrofes naturais, com embasamento científico? Se depender de um grupo de professores universitários, sim. Para colocar isso em prática, e em um futuro não tão longínquo, um estudo projetou as profissões que deverão ser criadas daqui a duas décadas, no máximo.
Coordenado pelo professor de arquitetura Carlos Antônio Leite Brandão, 49, o Ieat (Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares), da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), elaborou um estudo em que as observações socioambientais, culturais e tecnológicas atuais direcionam à necessidade de novas funções no mercado de trabalho.
Com base nas projeções, Brandão comenta algumas das 82 profissões levantadas como necessárias e que deverão ter um amplo mercado de trabalho no futuro. A relação completa deverá ser publicada em um livro de sua autoria, que ainda não tem data de lançamento.
***
FOLHA - Quais problemas contemporâneos deram a idéia de gerar o estudo?
CARLOS BRANDÃO - Existem os da violência, de políticas públicas, ambiental, ético, das cidades, de como lidar com a quantidade de informações que temos e como filtrar e organizá-las. São vários problemas que podem ser resolvidos com profissionais capacitados em funções que não existem, por enquanto.
FOLHA - O senhor pode citar alguns exemplos?
BRANDÃO - Sim. O "socioambientalista", que será um analista nas questões do ambiente incluindo a comunidade local; o "lixólogo", que será um gestor de resíduos, dando solução aos detritos no meio urbano. Há também o especialista em gestão de grandes metrópoles, que não só administrará mas irá resolver, dentro das tecnologias operantes, aquilo que não é resolvido apenas com a engenharia de tráfego. Será uma profissão necessária para ajudar a desfazer o caos urbano.
FOLHA - Há um curso universitário que possibilite ao estudante desempenhar uma profissão do futuro?
BRANDÃO - Sim. Graduados em engenharia, medicina, arquitetura ou gestão em ambiente poderão se tornar especialistas em epidemia e desastres contemporâneos, por exemplo. Eles serão os profissionais que vão estudar as medidas preventivas para acidentes decorrentes da globalização, como a gripe aviária, que abalou a economia de vários países, e os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 [nos EUA], em que um número enorme de pessoas, incluindo de outras nacionalidades, morreu. Há ainda o "life designer" [projetista de formas de vida]. Nessa função, o especialista usará seus conhecimentos para criar bactérias que limpem o ar poluído das metrópoles ou de rios, como o Tietê. Quem estudar biologia poderá realizar essa função num futuro próximo.
FOLHA - Como foi elaborado o estudo?
BRANDÃO - Junto à comunidade acadêmica da UFMG, com entrevistas a pesquisadores de várias áreas, num período de quatro meses. O questionamento foi direcionado à opinião dos estudiosos sobre o perfil ideal de profissional do futuro e como ele descreveria a função e a formação desse profissional.
FOLHA - As projeções, então, possuem embasamento científico?
BRANDÃO - Sim.
FOLHA - O futuro dessas profissões é para quando?
BRANDÃO - Depende da profissão. Em energia ou gestor em águas, terão uma proeminência imediata, daqui a cinco anos. Outras, como o criador de nanorrobôs que serão utilizados no meio médico e poderão ser inseridos na corrente sangüínea para desentupir veias, daqui a 15 ou 20 anos. A graduação pode ser na medicina ou na robótica. É possível, ainda, fortalecer esse conhecimento complementando com uma outra graduação ou especialização.
FOLHA - As profissões clássicas, como medicina e direito, irão desaparecer?
BRANDÃO - Essas profissões continuarão dominando o mercado de trabalho. Porém, para sobreviver, terão de ser exercidas com outras competências e campos de conhecimento.
FOLHA - Quais habilidades o profissional do futuro, independentemente da formação, deve possuir?
BRANDÃO - Primeiro: deve fazer aquilo que é do seu potencial, sem se preocupar com o mercado atual, com o salário que vai receber. Assim, ele poderá desenvolver seus gostos e desejos internos. Depois, ser capaz de articular o conhecimento adquirido na sua especialidade com outra área de conhecimento, como medicina e ética ou direito e informática, para trabalhar com a questão do direito autoral, por exemplo. É estar aberto a conexões com outros campos. E, por fim, saber trabalhar em grupo e desenvolver uma capacidade crítica e imaginativa, para dar solução a problemas cada vez mais inéditos de maneira rápida. Mas sempre colocando a questão ética como primordial.
O IEAT
O Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG foi criado em 1999
OBJETIVO
Gerar conhecimento a partir de pesquisa nas áreas de humanas, exatas e biológicas
EQUIPE
Composta por cinco pesquisadores, um comitê científico, professores e estagiários.
"Lixólogo" é profissão do futuro, diz professor
UFMG mapeia 82 carreiras que serão necessárias daqui a 2 décadas
MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O trânsito caótico das grandes metrópoles tem solução? E será que é possível antever catástrofes naturais, com embasamento científico? Se depender de um grupo de professores universitários, sim. Para colocar isso em prática, e em um futuro não tão longínquo, um estudo projetou as profissões que deverão ser criadas daqui a duas décadas, no máximo.
Coordenado pelo professor de arquitetura Carlos Antônio Leite Brandão, 49, o Ieat (Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares), da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), elaborou um estudo em que as observações socioambientais, culturais e tecnológicas atuais direcionam à necessidade de novas funções no mercado de trabalho.
Com base nas projeções, Brandão comenta algumas das 82 profissões levantadas como necessárias e que deverão ter um amplo mercado de trabalho no futuro. A relação completa deverá ser publicada em um livro de sua autoria, que ainda não tem data de lançamento.
***
FOLHA - Quais problemas contemporâneos deram a idéia de gerar o estudo?
CARLOS BRANDÃO - Existem os da violência, de políticas públicas, ambiental, ético, das cidades, de como lidar com a quantidade de informações que temos e como filtrar e organizá-las. São vários problemas que podem ser resolvidos com profissionais capacitados em funções que não existem, por enquanto.
FOLHA - O senhor pode citar alguns exemplos?
BRANDÃO - Sim. O "socioambientalista", que será um analista nas questões do ambiente incluindo a comunidade local; o "lixólogo", que será um gestor de resíduos, dando solução aos detritos no meio urbano. Há também o especialista em gestão de grandes metrópoles, que não só administrará mas irá resolver, dentro das tecnologias operantes, aquilo que não é resolvido apenas com a engenharia de tráfego. Será uma profissão necessária para ajudar a desfazer o caos urbano.
FOLHA - Há um curso universitário que possibilite ao estudante desempenhar uma profissão do futuro?
BRANDÃO - Sim. Graduados em engenharia, medicina, arquitetura ou gestão em ambiente poderão se tornar especialistas em epidemia e desastres contemporâneos, por exemplo. Eles serão os profissionais que vão estudar as medidas preventivas para acidentes decorrentes da globalização, como a gripe aviária, que abalou a economia de vários países, e os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 [nos EUA], em que um número enorme de pessoas, incluindo de outras nacionalidades, morreu. Há ainda o "life designer" [projetista de formas de vida]. Nessa função, o especialista usará seus conhecimentos para criar bactérias que limpem o ar poluído das metrópoles ou de rios, como o Tietê. Quem estudar biologia poderá realizar essa função num futuro próximo.
FOLHA - Como foi elaborado o estudo?
BRANDÃO - Junto à comunidade acadêmica da UFMG, com entrevistas a pesquisadores de várias áreas, num período de quatro meses. O questionamento foi direcionado à opinião dos estudiosos sobre o perfil ideal de profissional do futuro e como ele descreveria a função e a formação desse profissional.
FOLHA - As projeções, então, possuem embasamento científico?
BRANDÃO - Sim.
FOLHA - O futuro dessas profissões é para quando?
BRANDÃO - Depende da profissão. Em energia ou gestor em águas, terão uma proeminência imediata, daqui a cinco anos. Outras, como o criador de nanorrobôs que serão utilizados no meio médico e poderão ser inseridos na corrente sangüínea para desentupir veias, daqui a 15 ou 20 anos. A graduação pode ser na medicina ou na robótica. É possível, ainda, fortalecer esse conhecimento complementando com uma outra graduação ou especialização.
FOLHA - As profissões clássicas, como medicina e direito, irão desaparecer?
BRANDÃO - Essas profissões continuarão dominando o mercado de trabalho. Porém, para sobreviver, terão de ser exercidas com outras competências e campos de conhecimento.
FOLHA - Quais habilidades o profissional do futuro, independentemente da formação, deve possuir?
BRANDÃO - Primeiro: deve fazer aquilo que é do seu potencial, sem se preocupar com o mercado atual, com o salário que vai receber. Assim, ele poderá desenvolver seus gostos e desejos internos. Depois, ser capaz de articular o conhecimento adquirido na sua especialidade com outra área de conhecimento, como medicina e ética ou direito e informática, para trabalhar com a questão do direito autoral, por exemplo. É estar aberto a conexões com outros campos. E, por fim, saber trabalhar em grupo e desenvolver uma capacidade crítica e imaginativa, para dar solução a problemas cada vez mais inéditos de maneira rápida. Mas sempre colocando a questão ética como primordial.
O IEAT
O Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG foi criado em 1999
OBJETIVO
Gerar conhecimento a partir de pesquisa nas áreas de humanas, exatas e biológicas
EQUIPE
Composta por cinco pesquisadores, um comitê científico, professores e estagiários.
Orientação para Jovens
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Orientação Profissional e de Carreiras
Se você ao se levantar pela manhã, se pergunta:- Será que vou trabalhar hoje? É preciso mesmo?Quando você passa a se questionar desta forma, está sinalizando uma certa insatisfação com seu trabalho. Será que não chegou a hora de rever sua carreira?
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