Quer mudar de profissão? Saiba o que fazer
“Transição de carreira exige autoconhecimento e planejamento.
G1 preparou dicas de como fazer a mudança.
Gabriela Gasparin
Do G1, em São Paulo
Mudar de profissão é uma tarefa que exige tempo, investimento e coragem para recomeçar do zero. Com pesquisa, planejamento e determinação é possível alcançar o cargo de interesse, afirmam profissionais da área de recursos humanos. O G1 preparou um passo a passo com os procedimentos a serem tomados na transição de carreira.”
http://g1.globo.com/Noticias/Concursos_Empregos/0,,MUL1366462-9654,00-QUER+MUDAR+DE+PROFISSAO+SAIBA+O+QUE+FAZER.html
É necessário Autoconhecimento, Pesquisa e Planejamento para a Transição de uma Carreira para outra. Estas etapas ficam mais fáceis se acompanhadas por um Orientador Profissional e de Carreiras.
quinta-feira
quarta-feira
PROIBIDO EXIGIR MAIS DE MEIO ANO DE EXPERIÊNCIA
Nova lei busca aumentar oportunidades de emprego para jovens.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe aos empregadores, na hora de contratar um novo funcionário, exigirem do candidato experiência superior a seis meses em função semelhante.
A proibição foi incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca tornar o mercado de trabalho mais acessível aos jovens, ampliando as oportunidades profissionais.
A medida, que já está em vigor, divide especialistas. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, embora esse tipo de iniciativa não gere emprego, servirá para tornar o mercado de trabalho mais competitivo.
- Você aumenta as possibilidades de os jovens disputarem as vagas. Segundo Pochmann, de cada 10 trabalhadores à procura de uma vaga, apenas dois têm algum tipo de experiência. E um em cada dois desempregados tem menos de 25 anos.Na avaliação do consultor do Orçamento na área de Trabalho e Previdência da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, a nova lei não terá efeitos práticos. Para ele, as empresas não vão se guiar por exigências legais e continuarão escolhendo o profissional mais experiente.- É um dispositivo inócuo. A empresa não vai exigir, mas na hora de selecionar vai optar por quem tem mais experiência, principalmente quando se tratar de uma área com oferta de mão-de-obra - explica Rolim, que defende políticas públicas de apoio à aprendizagem e ao estágio para aproximar mais as pessoas sem experiência dos empregadores.
(Fonte: Jornal Zero Hora - Porto Alegre)
Nova lei busca aumentar oportunidades de emprego para jovens.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que proíbe aos empregadores, na hora de contratar um novo funcionário, exigirem do candidato experiência superior a seis meses em função semelhante.
A proibição foi incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca tornar o mercado de trabalho mais acessível aos jovens, ampliando as oportunidades profissionais.
A medida, que já está em vigor, divide especialistas. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, embora esse tipo de iniciativa não gere emprego, servirá para tornar o mercado de trabalho mais competitivo.
- Você aumenta as possibilidades de os jovens disputarem as vagas. Segundo Pochmann, de cada 10 trabalhadores à procura de uma vaga, apenas dois têm algum tipo de experiência. E um em cada dois desempregados tem menos de 25 anos.Na avaliação do consultor do Orçamento na área de Trabalho e Previdência da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, a nova lei não terá efeitos práticos. Para ele, as empresas não vão se guiar por exigências legais e continuarão escolhendo o profissional mais experiente.- É um dispositivo inócuo. A empresa não vai exigir, mas na hora de selecionar vai optar por quem tem mais experiência, principalmente quando se tratar de uma área com oferta de mão-de-obra - explica Rolim, que defende políticas públicas de apoio à aprendizagem e ao estágio para aproximar mais as pessoas sem experiência dos empregadores.
(Fonte: Jornal Zero Hora - Porto Alegre)
ENTREVISTA
"Lixólogo" é profissão do futuro, diz professor
UFMG mapeia 82 carreiras que serão necessárias daqui a 2 décadas
MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O trânsito caótico das grandes metrópoles tem solução? E será que é possível antever catástrofes naturais, com embasamento científico? Se depender de um grupo de professores universitários, sim. Para colocar isso em prática, e em um futuro não tão longínquo, um estudo projetou as profissões que deverão ser criadas daqui a duas décadas, no máximo.
Coordenado pelo professor de arquitetura Carlos Antônio Leite Brandão, 49, o Ieat (Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares), da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), elaborou um estudo em que as observações socioambientais, culturais e tecnológicas atuais direcionam à necessidade de novas funções no mercado de trabalho.
Com base nas projeções, Brandão comenta algumas das 82 profissões levantadas como necessárias e que deverão ter um amplo mercado de trabalho no futuro. A relação completa deverá ser publicada em um livro de sua autoria, que ainda não tem data de lançamento.
***
FOLHA - Quais problemas contemporâneos deram a idéia de gerar o estudo?
CARLOS BRANDÃO - Existem os da violência, de políticas públicas, ambiental, ético, das cidades, de como lidar com a quantidade de informações que temos e como filtrar e organizá-las. São vários problemas que podem ser resolvidos com profissionais capacitados em funções que não existem, por enquanto.
FOLHA - O senhor pode citar alguns exemplos?
BRANDÃO - Sim. O "socioambientalista", que será um analista nas questões do ambiente incluindo a comunidade local; o "lixólogo", que será um gestor de resíduos, dando solução aos detritos no meio urbano. Há também o especialista em gestão de grandes metrópoles, que não só administrará mas irá resolver, dentro das tecnologias operantes, aquilo que não é resolvido apenas com a engenharia de tráfego. Será uma profissão necessária para ajudar a desfazer o caos urbano.
FOLHA - Há um curso universitário que possibilite ao estudante desempenhar uma profissão do futuro?
BRANDÃO - Sim. Graduados em engenharia, medicina, arquitetura ou gestão em ambiente poderão se tornar especialistas em epidemia e desastres contemporâneos, por exemplo. Eles serão os profissionais que vão estudar as medidas preventivas para acidentes decorrentes da globalização, como a gripe aviária, que abalou a economia de vários países, e os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 [nos EUA], em que um número enorme de pessoas, incluindo de outras nacionalidades, morreu. Há ainda o "life designer" [projetista de formas de vida]. Nessa função, o especialista usará seus conhecimentos para criar bactérias que limpem o ar poluído das metrópoles ou de rios, como o Tietê. Quem estudar biologia poderá realizar essa função num futuro próximo.
FOLHA - Como foi elaborado o estudo?
BRANDÃO - Junto à comunidade acadêmica da UFMG, com entrevistas a pesquisadores de várias áreas, num período de quatro meses. O questionamento foi direcionado à opinião dos estudiosos sobre o perfil ideal de profissional do futuro e como ele descreveria a função e a formação desse profissional.
FOLHA - As projeções, então, possuem embasamento científico?
BRANDÃO - Sim.
FOLHA - O futuro dessas profissões é para quando?
BRANDÃO - Depende da profissão. Em energia ou gestor em águas, terão uma proeminência imediata, daqui a cinco anos. Outras, como o criador de nanorrobôs que serão utilizados no meio médico e poderão ser inseridos na corrente sangüínea para desentupir veias, daqui a 15 ou 20 anos. A graduação pode ser na medicina ou na robótica. É possível, ainda, fortalecer esse conhecimento complementando com uma outra graduação ou especialização.
FOLHA - As profissões clássicas, como medicina e direito, irão desaparecer?
BRANDÃO - Essas profissões continuarão dominando o mercado de trabalho. Porém, para sobreviver, terão de ser exercidas com outras competências e campos de conhecimento.
FOLHA - Quais habilidades o profissional do futuro, independentemente da formação, deve possuir?
BRANDÃO - Primeiro: deve fazer aquilo que é do seu potencial, sem se preocupar com o mercado atual, com o salário que vai receber. Assim, ele poderá desenvolver seus gostos e desejos internos. Depois, ser capaz de articular o conhecimento adquirido na sua especialidade com outra área de conhecimento, como medicina e ética ou direito e informática, para trabalhar com a questão do direito autoral, por exemplo. É estar aberto a conexões com outros campos. E, por fim, saber trabalhar em grupo e desenvolver uma capacidade crítica e imaginativa, para dar solução a problemas cada vez mais inéditos de maneira rápida. Mas sempre colocando a questão ética como primordial.
O IEAT
O Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG foi criado em 1999
OBJETIVO
Gerar conhecimento a partir de pesquisa nas áreas de humanas, exatas e biológicas
EQUIPE
Composta por cinco pesquisadores, um comitê científico, professores e estagiários.
"Lixólogo" é profissão do futuro, diz professor
UFMG mapeia 82 carreiras que serão necessárias daqui a 2 décadas
MÔNICA RIBEIRO E RIBEIRO, COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O trânsito caótico das grandes metrópoles tem solução? E será que é possível antever catástrofes naturais, com embasamento científico? Se depender de um grupo de professores universitários, sim. Para colocar isso em prática, e em um futuro não tão longínquo, um estudo projetou as profissões que deverão ser criadas daqui a duas décadas, no máximo.
Coordenado pelo professor de arquitetura Carlos Antônio Leite Brandão, 49, o Ieat (Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares), da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), elaborou um estudo em que as observações socioambientais, culturais e tecnológicas atuais direcionam à necessidade de novas funções no mercado de trabalho.
Com base nas projeções, Brandão comenta algumas das 82 profissões levantadas como necessárias e que deverão ter um amplo mercado de trabalho no futuro. A relação completa deverá ser publicada em um livro de sua autoria, que ainda não tem data de lançamento.
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FOLHA - Quais problemas contemporâneos deram a idéia de gerar o estudo?
CARLOS BRANDÃO - Existem os da violência, de políticas públicas, ambiental, ético, das cidades, de como lidar com a quantidade de informações que temos e como filtrar e organizá-las. São vários problemas que podem ser resolvidos com profissionais capacitados em funções que não existem, por enquanto.
FOLHA - O senhor pode citar alguns exemplos?
BRANDÃO - Sim. O "socioambientalista", que será um analista nas questões do ambiente incluindo a comunidade local; o "lixólogo", que será um gestor de resíduos, dando solução aos detritos no meio urbano. Há também o especialista em gestão de grandes metrópoles, que não só administrará mas irá resolver, dentro das tecnologias operantes, aquilo que não é resolvido apenas com a engenharia de tráfego. Será uma profissão necessária para ajudar a desfazer o caos urbano.
FOLHA - Há um curso universitário que possibilite ao estudante desempenhar uma profissão do futuro?
BRANDÃO - Sim. Graduados em engenharia, medicina, arquitetura ou gestão em ambiente poderão se tornar especialistas em epidemia e desastres contemporâneos, por exemplo. Eles serão os profissionais que vão estudar as medidas preventivas para acidentes decorrentes da globalização, como a gripe aviária, que abalou a economia de vários países, e os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 [nos EUA], em que um número enorme de pessoas, incluindo de outras nacionalidades, morreu. Há ainda o "life designer" [projetista de formas de vida]. Nessa função, o especialista usará seus conhecimentos para criar bactérias que limpem o ar poluído das metrópoles ou de rios, como o Tietê. Quem estudar biologia poderá realizar essa função num futuro próximo.
FOLHA - Como foi elaborado o estudo?
BRANDÃO - Junto à comunidade acadêmica da UFMG, com entrevistas a pesquisadores de várias áreas, num período de quatro meses. O questionamento foi direcionado à opinião dos estudiosos sobre o perfil ideal de profissional do futuro e como ele descreveria a função e a formação desse profissional.
FOLHA - As projeções, então, possuem embasamento científico?
BRANDÃO - Sim.
FOLHA - O futuro dessas profissões é para quando?
BRANDÃO - Depende da profissão. Em energia ou gestor em águas, terão uma proeminência imediata, daqui a cinco anos. Outras, como o criador de nanorrobôs que serão utilizados no meio médico e poderão ser inseridos na corrente sangüínea para desentupir veias, daqui a 15 ou 20 anos. A graduação pode ser na medicina ou na robótica. É possível, ainda, fortalecer esse conhecimento complementando com uma outra graduação ou especialização.
FOLHA - As profissões clássicas, como medicina e direito, irão desaparecer?
BRANDÃO - Essas profissões continuarão dominando o mercado de trabalho. Porém, para sobreviver, terão de ser exercidas com outras competências e campos de conhecimento.
FOLHA - Quais habilidades o profissional do futuro, independentemente da formação, deve possuir?
BRANDÃO - Primeiro: deve fazer aquilo que é do seu potencial, sem se preocupar com o mercado atual, com o salário que vai receber. Assim, ele poderá desenvolver seus gostos e desejos internos. Depois, ser capaz de articular o conhecimento adquirido na sua especialidade com outra área de conhecimento, como medicina e ética ou direito e informática, para trabalhar com a questão do direito autoral, por exemplo. É estar aberto a conexões com outros campos. E, por fim, saber trabalhar em grupo e desenvolver uma capacidade crítica e imaginativa, para dar solução a problemas cada vez mais inéditos de maneira rápida. Mas sempre colocando a questão ética como primordial.
O IEAT
O Instituto de Estudos Avançados Transdisciplinares da UFMG foi criado em 1999
OBJETIVO
Gerar conhecimento a partir de pesquisa nas áreas de humanas, exatas e biológicas
EQUIPE
Composta por cinco pesquisadores, um comitê científico, professores e estagiários.
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